O Geppetto de Augusto Pestana

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O trabalho artesanal volta a ganhar o seu espaço no atual mundo industrializado. Obras de arte feitas a partir de um simples pedaço de madeira começam a reaparecer nas casas e comércios de Augusto Pestana.
Quem produz esse trabalho leva consigo o nome de artesão, o que nos faz lembrar um muito famoso, “Geppetto”, que construiu o boneco de madeira Pinóquio. O que vamos contar agora não é mentira não,
é a história de Nei Ceser Zolinger, nosso Geppetto pestanense.
Nei, após 28 anos dirigindo pelas estradas do Brasil, resolveu no final de 2018 deixar o volante. Porém, com o medo de ficar ocioso, após deixar o que fazia por quase 3 décadas, iniciou a procura por outra “profissão”.
Dois anos antes de se “aposentar” do caminhão, Nei buscou informações do que poderia seguir fazendo, como ele mesmo relembra.
“Eu comecei a pesquisar, comecei a ver o que podia fazer. Uma coisa que me ajudou foi o seguinte: eu sempre gostei de fazer coisa do nada, digamos criar coisa nova, não em cima de padrões pré-estabelecidos, mas criar meus próprios padrões. Coisas que não tem o projeto pronto. Começar uma coisa do zero, da tua imaginação e formar uma coisa”.
Foi assim que “apareceu” a marcenaria, mais especificamente o trabalho com madeira e Resina Epóxi, material que permite o artesão usufruir da imaginação.
Hoje, aos 58 anos de idade, Nei buscou se aprimorar no assunto, realizando vários cursos, além de continuar buscando conhecimento para somar a seus trabalhos.
As mesas de centro ou rústica, banco e pia de madeira, são as mais pedidas, além de fazer a aplicação de fotos nas peças e confecção de quadros, podendo ser totalmente de resina. Porém, trabalhos como cozinhas, quartos e conjuntos de sofá não são fabricados.
O tempo de confecção de cada peça varia, dependendo da espessura até o tipo de detalhe, além das condições climáticas, como explica Nei.
“Não é só por em cima que está pronto, o processo é mais complicado do que parece. Você tem um monte de variáveis para usar, como temperatura certa, umidade do ar certo. O ideal é formar uma estufa,
onde você pode controlar tanto a temperatura como a umidade do ar”.
O cliente pode levar madeiras descartáveis, que ainda estejam em condições de uso para usar na fabricação do seu produto. O tempo mínimo para a confecção é de 20 dias, dependendo do fator climático. Como cada peça é única e exclusiva, o preço varia também.
O novo hobby que começou em início de 2018 ainda continua sendo um “passatempo”, porém a ideia é de expandi-lo tornando uma empresa. Nei já negocia parcerias para levar seu material para ser exposto na FENII, em Ijuí. Porém, o planejamento é para que se ocorrer alguma feira local, as peças possam ser expostas para a comunidade pestanense.
Para quem quiser ter sua peça rústica em casa, pode ir pessoalmente, até a Rua Eduardo Schünnemann, nº 2080, para conhecer e fazer seu orçamento, levando suas madeiras, ou se preferir entrar em contato no telefone (55) 9 9137-9663.

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