Produtores de leite estão recebendo R$ 0,90 por litro

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Nos últimos meses vem se agravando em todo o estado, a crise do setor leiteiro devido à importação de leite em pó do Uruguai. O maior reflexo desta importação é a redução no preço pago ao produtor, que em setembro de 2016 estava em média R$ 1,45 o litro e neste ano o preço está no máximo a R$ 0,95 o litro. Este valor não cobre sequer o custo de produção. Por causa do baixo preço, nos últimos meses, mais de 20 mil famílias desistiram de produzir leite no estado.
Em Augusto Pestana, o preço não se disfere das demais cidades do estado, onde o preço pago ao produtor é de R$0,90 o litro. Um valor muito abaixo do preço de custo de produção. De acordo com o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Volnei Hasse, muitos produtores estão pagando para continuar trabalhando na bacia leiteira. “Produtores menores, que tiram de 100 a 150 litros diários estão recebendo até R$ 0,75”.
Atualmente cerca de 380 produtores ainda estão na atividade da bacia leiteira no município pestanense. Este número diminui pela metade, já que alguns anos atrás existia cerca de 800 produtores de leite. Mesmo com a diminuição, Augusto Pestana ainda está entre os cinco maiores produtores de leite do estado.
O valor recebido pelos produtores se iguala ao preço de custo da produção. “O produtor está pagando para produzir. O custo de vida e todo o investimento não sai da atividade leiteira. Por isso tem produtores que tem uma segunda atividade”, ressaltou Volnei. Os produtores de Augusto Pestana entregam para as empresas: Nestlé, Lactase, Latvida, Italac, Piracanjuba, Santa Clara e CCGL.
Vários fatores vêm colaborando para o preço baixo do leite, entre eles está o aumento de 5% da produção de leite no estado e no país e 20% do consumo do produto diminuiu. Além disso, a importação de leite, principalmente do Uruguai, concorre de forma desleal com o produto brasileiro, prejudicando ainda mais os produtores.
“Os produtores sentem uma angustia ao receber este valor pelo seu produto. Não é a primeira vez que isto acontece, mas esta é uma das piores crises da atividade leiteira. Tem muitos produtores que estão parando com a atividade por causa disto. Está ficando quem já tem uma boa estrutura”, disse Volnei. “A perspectiva é que o preço volte a melhorar para os produtores de leite”.
O Sindicato dos Trabalhadores Rurais e a Fetag, estiveram em uma reunião em Porto Alegre na Política Agrícola, onde foi marcada uma mobilização para o dia 24 de novembro em Palmeira das Missões. Os produtores pestanenses interessados em participar podem se inscrever no Sindicato.
Promilk: No dia 07 de dezembro saíra uma nova assembleia, onde decidirão se aceitam a nova proposta da Promilk, que relatou não possuir condições para quitar os débitos neste momento. Os produtores pestanenses tem previsão de receber a primeira parcela no mês de maio de 2018. “É mais uma preocupação para os produtores. Além de receber menos, quem tem valores não sabe se irá receber”, disse Volnei.

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