Novembro Azul alerta para a saúde do homem

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O Médico Urologista Renato El Ammar explica o que é a doença e como preveni-la

Durante o mês de novembro a Sociedade Brasileira de Urologia tem feito um grande esforço para conscientizar os homens sobre doenças que podem acomete-los, especialmente o Câncer de Próstata e os distúrbios de disfunção sexual.
O Câncer de Próstata, depois do câncer de pele, é o tumor maligno mais comum nos homens, representando cerca de 10% de todos os tumores diagnosticados. Estima – se que um em cada seis homens vai desenvolver o câncer de próstata durante sua vida. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima-se que em 2018 surgirão 61.200 novos casos, ou seja, 62 casos para cada 100.000 brasileiros. Felizmente, apesar da incidência crescente, observa-se um declínio das taxas de mortalidade, que caíram em torno de 40% nos últimos 15 anos nos países mais desenvolvidos.
Essa redução se deve principalmente ao diagnóstico precoce (através do toque retal e do exame de sangue Antígeno Prostático Especifico – PSA) e ao aperfeiçoamento das formas de tratamento.
A próstata é uma glândula localizada na região pélvica do homem, apresentando um formato semelhante ao de uma noz. Situa-se logo abaixo da bexiga e à frente do reto, sendo atravessada pela uretra, canal que se estende desde a bexiga até a extremidade do pênis e por onde a urina é eliminada.
A sua função principal é produzir uma secreção fluida para nutrição e transporte dos espermatozóides, que são originados nos testículos e levados até a vesícula seminal através dos ductos deferentes. “O desenvolvimento do câncer de próstata está relacionado sobretudo ao envelhecimento masculino. Apesar de poder ser diagnosticado em jovens, inclusive abaixo dos 40 anos, o risco aumenta significativamente após os 50 anos, correspondendo a 40% dos tumores nessa faixa etária. A idade média do diagnóstico é de 69 anos, enquanto do óbito é de 77 anos”, explicou Renato.
O câncer de próstata apresenta crescimento lento, podendo levar anos para causar algum problema mais sério. Nas fases iniciais ele é silencioso, não causando nenhum sintoma específico. Por isso que é importante fazer o rastreamento.
Os primeiros sintomas podem surgir durante o crescimento local, quando o tumor comprime a uretra (sintomas obstrutivos) ou impede o fluxo de urina, irritando a bexiga, podendo ocasionar aumento da freqüência urinaria, urgência miccional, urinar várias vezes durante a noite, escape de urina, diminuição do jato urinário, gotejamento apos a micção, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, dentre outros sintomas. Posteriormente podem surgir sintomas do câncer invadindo órgãos vizinhos como a bexiga, ureteres ou reto e eventualmente gânglios na pelve e abdome, levando a dor pélvica, sangue na urina, inchaço escrotal e nas pernas e dor lombar. Quando a doença está em estagio mais avançado pode atingir os ossos, principalmente coluna, quadril e costelas, podendo ocasionar dor nessas áreas.

“Aconselha-se que todos os homens a partir dos 45 anos devam procurar um urologista para avaliação da próstata que deve iniciar com a dosagem do PSA e o toque retal. Aqueles homens com historia de câncer de próstata na família (pai, irmão, tios) e/ou da raça negra devem iniciar esta avaliação aos 40 anos, devido ao maior risco associado”, explicou o médico. O toque retal tem como finalidade detectar qualquer alteração na próstata (endurecimento, nódulos) que possa estar relacionada com a presença de câncer. Apesar de poder ser desconfortável em alguns casos, é parte fundamental da avaliação prostática.
Embora haja a percepção que esse simples exame é imprescindível à identificação do câncer de próstata na fase inicial, o toque ainda esbarra na desinformação e na cultura de dois terços dos homens brasileiros, que não se submetem ao teste. “O toque não interfere na masculinidade de ninguém, pelo contrario, é sinal de que o homem está preocupado consigo e seus familiares”.
Para fazer o diagnóstico definitivo do câncer de próstata deve-se fazer uma biopsia da próstata, que é a retirada de alguns fragmentos para exame patológico. Se o câncer de próstata for confirmado deve-se fazer o estadiamento da doença, que é verificar a extensão da doença no organismo através de exames como tomografia computadorizada, cintilografia óssea, dentre outros.
Uma vez definido o diagnostico de câncer de próstata é fundamentalmente discutir com o paciente e familiares quais as modalidades de tratamento pertinentes aquele caso. Deve-se informar aos pacientes as vantagens e desvantagens de cada modalidade terapêutica e, a partir de um entendimento entre paciente/ família e o médico instituir o procedimento indicado.
Entrevista com Dr. Renato El Ammar – CREMERS 12.632. Centro Avançado de Urologia, Rua Dr. Pestana, 225, Cetro – Ijuí, Telefone: 3332-9365 / 3333-4400 ou Email: cau.ijui@terra.com.br.

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